terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Variações sobre um mesmo tema

 Silo é uma série que tem um dos melhores primeiros episódios.


Admito que assisti a série na impossibilidade de ler o livro, em uma última consulta, o exemplar físico, estava acima de 200 reais e a versão audiobook fora da assinatura, ou seja, não sei se a publicação foram de poucos exemplares. 

Mas e quando existe a escolha? Percy Jackson foi a segunda grande saga que li, e agora chega as telas, depois daquele filme que gerou tantas revoltas anos atrás. Nunca vi a série na esperança de reler um dia. Pensei que poderia ouvir na academia, a versão em áudio, os diferentes formatos geraram uma indecisão e deixei para decidir depois. 

A série fundação já foi iniciada inúmeras vezes, sempre terminando o primeiro capitulo com a conclusão que quero ler o livro antes, Matéria escura após ler o livro nunca comecei a série. 

Assistir Sandman foi um momento especial. Uma ótima adaptação, a melhor talvez. 

Falar em melhor é difícil, a primeira temporada de The last of us me fez acreditar que era o preludio de uma segunda temporada incrível, que é onde o jogo tem seu auge. Talvez a polemica que fez Sandman acabar antes da hora, tenha permitido que o essencial tenha sido adaptado. De outra forma, eu ainda estaria esperando por Vidas Breves. 

Existe esse pensamento em A casa do Dragão também, se distanciar do livro, em busca de estender o sucesso, o aproximou do fracasso, as vezes matamos a galinha dos ovos de ouro. 

Li pela primeira vez o cavaleiro dos 7 reinos depois do primeiro episodio e agora vou sofrer 4 longas semanas para ver o desenrolar dessa maravilhosa estória em tela, esperançoso ao menos. 

Voltar ao universo de Martin dá mais peso a minha afirmação.

O guia do Mochileiro das Galáxias é o melhor livro que cruzou o meu caminho, afirmo isso após, ler as crônicas, Dostoievski e volto para completar as falar desse humor inglês, gosto dos links feitos, do surrealismo. 

Esta no meu carrinho os livros que inspirarão a série de mesmo nome Slow Horses, ainda vão sendo adaptados, ficando ao lado de Mangás e The Beatrice Letters.

Continuo sabendo que é bom sempre ter algo pelo qual esperar, como uma adaptação de Boa Noite, Pun Pun, ainda que quando chegar o dia, eu não assista. 

São muitas obras na estante, ano passado reli, Amanhã e descobri que fizeram um filme Australiano, eu teria pirado 15 anos atrás, hoje só prefiro ficar com a lembrança dos livros, nunca revi Harry Potter. 

Antes do fim, espero ter tempo para reler mais uma vez. Entre minhas boas escolhas foi ter garantido o box de desventuras em série, e é uma série que também quero rever. 

Falando em Silo, deixar a protagonista pro segundo episodio é uma escolha interessante. 


(Ando escrevendo redações mas gosto mesmo é de deixar ideias pela metade para poder revisitar mais tarde, de arrumar um espaço e citar a desventuras, ainda que seja do tema, extrapolar o limite de linhas e sobretudo, deixar pistas)


LGSS

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Acréscimos

  Nos últimos dias, tive de pedir demissão, uma oportunidade de descansar após um esgotamento mental, curioso como conseguir um novo emprego consome uma grande quantidade dessa energia. 
  Nunca fui fã das festas, o protagonismo nem no meu aniversário é muito presente. Em game, talvez, a função de suporte me caia melhor.
  Com essa liberdade pude ficar em auto exilio, no quarto por um tempo, e tão rápido quanto uma equipe de RH consegue te substituir, o mundo pode te esquecer. 
   Talvez, eu tenha negligenciado laço, talvez, para valorizar alguns cortado outros. 
    Assisti o último ep de Stranger Things e gostei, me gerou bons sentimentos e me faz relevar qualquer comentario da critica especializada, o preocupante é que a muito tempo, me parece cansativo ou em vão, tecer meus comentarios no meu proprio blog. Do que adianta deixar pistas de algo que ninguém está procurando? 

Acho que a quarta temporada com alguns ajustes teria sido um final melhor. Foi o auge, mas foi bom ficar um tempo a mais, sabe quando comemos um ótimo sorvete e pedimos mais um, não é a mesma coisa do primeiro pois já estavamos saciados e só queriamos prolongar a experiencia mas também não é ruim. 

 Meu livro saiu da Amazon, e tudo bem, ele representa um recorte, é importante que algumas séries cheguem ao fim, pois é importante o sentimento de conclusão 

em 2026, vou termina de ler a trilogia de 5 livros do guia do mochileiro das galaxias, o chocolate na geladeira para um dia dificil, chegou a hora. 

sábado, 28 de junho de 2025

Dó Maior


 2025 tem sido um ano em que acredito que estou conseguindo me conectar muito mais com as obras e ter um olhar mais positivo, finalmente conheci Wicked, reli livros e revi filmes, inclusive do universo Star Wars que apesar de muito referenciado, até então pouco visitado, dessa vez deixando um sabor mais agradável, ainda que agridoce, ouvir os comentários da época a empolgação do que estaria por vim, a frustração de não ter alcançado o seu potencial, mas com o tempo de maturação, ficou melhor, talvez por ter mudados as expectativas.

      Recentemente escrevi sobre o quanto se perde na tradução. O quanto se perdeu em The last of us nessa transição de uma mídia onde estávamos no controle para sendo espectadores, a Ellie vista não era nossa Ellie, ao mesmo tempo que eu tinha a convicção que as obras originais eram insuperáveis, Wicked vai na contra-mão, ainda que eu tenha tido o cuidado de conhecer primeiro o livro e o mérito dessa adaptação está em criar algo novo, criar seu ritmo, ver o que daria certo no seu formato, respeitando as motivações e o cerne da historia. Ao ver as diferenças, não apontamos como um erro, mas como uma diferença.

     Portanto, a boa adaptação é aquela que gera algo completamente novo...Não, ou pelo menos não somente, Como treinar seu dragão veio com uma abordagem de recriar quadro a quadro, mostrando que The last of us ficou no meio do caminho pois não criou algo novo o suficiente para se desvencilhar da obra mãe mas com diferenças que altera as motivações e entender que assim como George R. R. Martin criticou a segunda temporada da House of Dragon, que as mudanças, ainda que aparentemente pequenas, geram um efeito borboleta, tirando um personagem que teria sua importância.


    Comecei Solanin com uma grande expectativa, por ser o mesmo autor de Boa Noite Pun Pun, uma daquelas horas que sempre vai estar em qualquer lista que eu fizer mas também por acertar em cheio em sua temática, de um casal de jovens em busca de resolver um dilema que consiste em conseguir um emprego chato que vai pagar as contas, garantir uma pequena estabilidade ou seguir seus sonhos, virar artista e deixar a nossa marca, algo tão cotidiano aqui quanto do outro lado do mundo. 

    Ao comprar optei pela versão pocket, dividida em dois volumes, e em um primeiro momento me arrependi, a possibilidade de ver as belas artes em um tamanho maior, me parece ser a melhor forma de degustar mas a escolha que tomei se mostrou acertada por amplificar a experiencia pois terminamos o primeiro volume com infinitas possibilidades, uma excelente premissa e um casal apaixonado que estaria disposto a sacrificar até os sonhos para fazer um sonho a dois. 

     Terminar um livro assim e abrir o seguinte com o choque que os planos e possibilidade, teorias que criamos, são arrancadas de nós tão bruscamente quando a vida de Takeda é tirada dele. É um novo ciclo e é doloroso pois o casal tinha seus problemas, mas tinham a vontade de fazer dá certo, e isso é arrancado deles, muito pior do que perder, é não ter a chance de tentar e isso volta a The last o us, explicando porque a Morte de Joel é tão dolorosa para Ellie, tira dele a chance de tentar perdoar. Meiko mantem Takeda vivo, tocando sua guitarra...Se eu te perdesse, eu me perderia junto.

   Solanin parte 2, aborda o luto e como se tocasse uma guitarra, toca nosso coração a cada pagina virada. É o tipo de historia que mais importante do que o final é a jornada de chegar até lá. A missão era difícil e foi entregue mais uma obra que comove e nós faz refletir sobre nossa vida.



domingo, 25 de maio de 2025

tradução

   Toda tradução tem uma perda. 

   Ao começar o curso de inglês a professora questionou o motivo de cada um, entre viagens e qualificar o currículo, eu só consegui pensar que eu gostaria de ler The Beatrice Letters, mesmo já tendo lido um tcc explicando porque o jogo de palavras era tão integrado a língua que sua tradução deixaria de fora a essência, o texto tinha metade da página com a tradução e a outra metade, notas explicando, um ótimo material.

    Sempre gostei do rock nacional por priorizar as letras mas ouvir outras canções tem aberto um mundo novo. Tenho minha edição de Os Miseráveis me esperando mas um livro que não da para ler fora de casa, parece que sempre precisa de mais tempo, e os dias sempre parecem tão corridos, mais do que traduzir de um idioma para o outro, são mídias diferentes, hoje, de forma muito atrasada, assisti o musical Wicked e durante o filme já me questionava como seriam alguma cenas no livro, e por mais que eu tenha gostado da obra, tento ir, cada vez mais em busca da origem.

     É contraditório, pois por mais que eu defenda que a obra original sempre vai ser melhor, vamos citar game of thrones, que eu pensei que era a melhor série do mundo até ler os livros e ver que o potencial só foi arranhado, mas ao mesmo tempo, a versão da Ashley Johson de Take on me, já tocou mais no meu fone de ouvido esse ano do que o A-ha na vida inteira.

      A segunda temporada de The Last of us, tinha um desafio, adaptar uma historia densa, onde vemos o outro lado, de forma forçada. Se você está por dentro, sabe que a morte do Joel dói, sabe que o jogo faz a gente andar com a assassina dele, pelos corredores, salvar amigos e desconhecidos, fazer amigos e ... 

     Se The Last of us é o jogo da vida de muitos é porque ele é incômodo. Corajoso, ao tentar ensinar uma lição, ao abrir mão de heróis, ao nos apresentar vilões, ao nos fazer descobrir que alguns a gente já conhecia e gostávamos dele, mais do que isso, gostamos. 

     A série é visualmente linda, muitas cenas parece que tiveram o cuidado de colocar exatamente como o game, mas falta entender, algo chamado motivação. O que faz a Ellie ser Ellie, o principal fica fora do resumo. Não que o resumo seja de todo ruim, talvez a diferença entra um pizza congelada e aquela quentinha na noite de domingo ao lado de quem amamos seja algo que foge a simples matemática, não basta ter os mesmo ingredientes, o tempo de preparo é importante, detalhes... 




     Ainda assim gostamos, nós empolgamos ao ver ou rever uma obra que nos marcou voltar. Hoje talvez o tempo não permita que eu entregue tantas horas para acompanhar a Ellie no ps4 mas a historia me marcou, um dia na pele, em forma de tatuagem, mas é importante coisas novas. Conhecer Karlash e Umbralma em bg3, conhecer a versão da Elphaba ao invés do mágico mais uma vez. 


A gente sempre pensa que tem mais tempo, até que ele acaba.            

domingo, 20 de abril de 2025

 Porque The Last of us é a melhor historia de todos os tempos! 




    É uma afirmação forte, normalmente temos esse sentimentos ao concluir um obra, aquela catarse, entretanto, da série, só saiu o primeiro episodio até então e tendo de passado 4 anos desde que finalizei o jogo, o meu coração segue apertado. Recentemente, li os livros da crônicas de gelo e fogo, um forte concorrente, sem dúvidas o universo mais rico de todos mas, tem na sua força, sua fragilidade, tem muita gente, passamos um livro inteiro longe de Dany, e tem elementos que tem em the last of us, Ned e Arya tem diálogos que Joel e Ellie estivessem ambientados em um período medieval mas é algo do primeiro livro, é algo diluído, The last of us tem um universo menor, muito menor, onde só cabem duas pessoas, Ellie e Joel. 

    Vão existir spoilers, eu sempre elogie o segundo jogo que transformou a série de jogos em obra de arte, mas rever a historia, agora em live action me fez recordar como ela sempre foi um jornada onde começamos buscando sobreviver e vamos encontrando motivos para viver, com a estreia da segunda temporada, os resumos deixam o principal de fora, mais importante do que Joel ter salvado a Ellie, de zumbis, de pessoas inimigas, de pessoas amigas, foi o porque. O porque ele usa um relógio parado, as conversas onde ele tenta explicar as regras de futebol americano ou quando ele tenta ensinar Ellie assoviar. Olhando em perspectiva, um texto que gosto muito. 

     É um road movie, ou road game, onde vamos do ponto A ao ponto B, para chegar ao ponto C e depois voltar ao ponto B em busca de uma cura que estava com eles, o tempo todo, talvez a cura não seja o fim do apocalipse, mas sim, um recomeço para Joel e Ellie. Consigo pensar em Mágico de Oz onde o que buscamos estava dentro de nós. 

    Joel, pode ser visto como vilão, na matemática fria, quem trocaria milhares de vida por uma, acredito que a imperfeição dos personagens é um dos pontos altos, Ellie também, tira inúmeras vidas e se afasta das pessoas que ama, por vingança, pois a vingança é um dos seus últimos elos com Joel que se foi, entretanto ao mesmo tempo, a vingança é uma chama que demora tudo, vão se os anéis e os dedos, e com a ansencia do anelar é impossível tocar as canções que aprendeu com o seu pai, tornando o violão mobilha, 

      Tem algumas citações do Humberto Gessinger que repito em muitos certos, em especial 3, que nossa maior qualidade é nosso maior defeito, a lealdade de Joel e Ellie é algo tão forte que ambos acabam se cegando para o bem coletivo, para Joel a vida de Eliie valia mais do que a cura da humanidade, para Ellie se vingar era a forma de demonstrar seu amor por Joel e não fazer nada seria algo com que ela não poderia conviver, ainda que ela perdesse Dina nessa jornada(diferente do primeiro jogo, solitária)

      Outro questionamento é onde é o melhor lugar para assistir um jogo, no estádio ao vivo, sem filtro vendo com os próprios olhos? No conforto do sofá com todos os replays em 4K? No rádio imaginando cada chute um quase gol? 

     Reassistindo encanto me emocionei desde a primeira cena por saber o desenrolar, ao mesmo tempo, a primeira vez o fator surpresa da revelação tem seu peso. The last of us parte 2, tem muitos plot twits.

     Podemos discordar do Joel, podemos discordar da Ellie mas o ponto é, quem somos nos para mensurar amor? Ou o que consideramos amor? É o conceito mais subjetivo que pode existir.

     Mas no fim, o que torna The Last of us é a melhor historia de todos os tempos PARA MIM é porque fiquei verdadeiramente triste com o seu final, ao finalizar o jogo, também estava vendo o mundo desabar embaixo dos meus pés, fiquei sentado por horas vendo a Ellie na praia, a dor que dói na gente, só é dor por ocupar o espaço das risadas.

fica a pelúcia de girafa, o adesivo pois o funko estava muito caro, fica a lembrança, e um lagrima que insiste em cair 



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segunda-feira, 31 de março de 2025

Carnaval

Os confetes no chão do banheiro
O ténis na janela esperando o Sol voltar a nascer
A chuva desce pela rua
E deixando somente as lembranças com você

A enxaqueca me tortura
Quando nem o sono é fuga
A gente sempre pensa que tem mais tempo
Até que o tempo acaba

A série fica pela metade.
Aquele livro eternamente será o próximo
E o projeto de uma vida, não deixa de ser
um projeto

Ainda não fiz a tatuagem da Ellie
Ela seria um marco
Marcando o inicio da estabilidade
Um novo começo

O amor não é sobre conquista
Mas escolher, diariamente
Reinventar, construir e permanecer

Somos historias,
fardadas a serem
Incompletas


Luan 2/03

segunda-feira, 24 de março de 2025

Quarta- feira de cinzas

O centro estava completamente deserto
E esse era o problema, sem nenhuma alma por ali
Encontrar alguém era não ter o auxilio de ninguém
Existe civilização quando tudo que podemos contar é a força dos braços?

Seguia na contra mão, e as últimas gotas do banho
Encontravam as primeiras gotas de suor
Ao chegar na urgência, tenho a previsão que dentro de 1 hora
Perguntaram o que eu estaria sentido e se eu sobreviveria a mais uma hora de espera

Felizmente, o ceifeiro não estava tão próximo, com isso
Sentei, busquei na mochila um livro
Mais grosso que o último que chegou ao fim antes do chamado

A hora passou lentamente, capítulos depois
Ouvi meu nome de forma roborizada
Fui informado que iria sobreviver
E diante dessa nova perspectiva me atentei que a fome reinava

Eram 17:30, o caminho mais curto seria pelo centro vazio ou poderia arrodear
e acompanhar o percurso dos ônibus
O cansaço me fez ser ousado
e voltei, observando cada esquina

Apertei o passo, como se, a luz solar oferecesse alguma proteção
O relógio fazia sua contagem regressiva da bateria como se fosse a minha
Entretanto tinha forças para apitar que dobrei a meta de passos.
O céu estava cinza mas cheguei em casa antes da chuva.

7/03