terça-feira, 9 de julho de 2013

Luto

Estou de Luto
Por Cada Sonho que já Morreu
E por todos os que querem
Matar

Estou de Luto
Por cada vez que Baixei a cabeça
e por ficar em Silêncio
Diante da Minha Incerteza

Estou de Luto
Por Cada vez que Me Calei
E Mais ainda
Por falar com quem não merecia Ouvir o Som da Minha Voz

Estou de Luto
Mais ainda Luto
Para não ter novos motivos
Para Não precisar usar  Preto nem nos velórios de inimigos .

Estou de Luto
Pelo Leite derramado
Pelo Senhor Mal Amado
Por quem vive lamentando o Passado

Estou de Luto
Por todas as vezes que fiquei de Luto
Sem perceber que era Inútil
É por isso que estou de Luto

Se estou de Luto ou lutando
Correndo ou Caminhando
Quando Param para ver ?
Quantos por um segundo desviam o Olhar da TV ?

O suicídio é tão solução
Quanto usar a logica em um ataque de Leão
Os Caminhos mais fáceis
Não levam aos destinos Confortáveis

Luto eterno Pela Sociedade ?
Eterna Euforia ?
Quantos Góticos são Felizes ?
E quanto Foliões depressivos  ?

Estou De Luto
Por cada Uma que se prende as aparências.
Analisam cortes de Cabelo
e Não ligam para a essência

Moro numa cidade Tropical
Mas fico no meu quarto em Todo Carnaval
Não preciso de uma data me falando quando ficar Feliz
Não uso roupas Escuras
Para andar por essas ruas

Mesmo assim estou de Luto
Por Cada vez que Eu não assumi meus Erros
Deixe de lado meu mais profundos anseios
Em troca de segurança.
(Saudade de Arriscar como Criança)

Estou de Luto
Por perder a ternura
Enquanto endurecia
Por olhar cada vez menos para o Sol nascer no inicio de cada dia

Estou de Luto
Por cada vez que Olhei para traz
E Parte de Mim se tornou uma estatua de Sal
E quando olhei para frente vi tudo Igual

Estou de Luto
Por cada lembrança Perdida
Nos desertos do Tempo
E por todos os detalhes que Passaram despercebidos pelos meus Olhos desatentos

Estou de Luto
Por cada Linha desse Poema
Por cada minuto de sua Atenção Leitor
Não sei se são Lamentos ou qualquer  outra coisa
Meu melhor palpite é que estou procurando Paz para terminar a Noite


Luan Gabriel Silva Sousa 


domingo, 7 de julho de 2013

O Preço do Poema

Não quero escrever Poesia 
Não quero ter um Amor impossível
Não quero filosofar 
Nem sair do Lugar 

Pago um preço muito alto 
Para escrever Palavras Bonitas.
E não há troco 
Ou reembolso 

Meu Poema vale
Menos do que tenho no Bolso 
(Um chiclete e duas Moedas
Dois folhetos e uma cédula velha )

Abriria Mão até de saber Ler
Se no fim da Tarde eu encontrasse Você 
Depois do trabalho Puxado 
Chegar em casa e encontrar conforto em seus braços 

A Poesia veio para tentar preencher 
Um vazio que você deixou 
O Amor estava no Ar 
Mas o vento Levou 

E o que restou ?
Além de Palavras rabiscadas no Papel 
E que foram parar na Internet 
Para serem Lidas de Forma indiferente 
Por que pessoas que não levam em conta 
Que são os sentimentos da Gente 

Luan Gabriel Silva Sousa

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Alto mar

Algum Lugar melhor do que o Alto Mar Para a gente se amar ? É , em Paris seria Melhor ou em Veneza Ou em Roma Ou lá em casa Mas já estamos em alto mar O que pode dá errado ? Pare de Vomitar Como assim não perdemos E nenhum de nos dois sabe Navegar ? A correnteza podem ser Forte E a Calmaria enlouquecedora Mas se o Amor que sobreviveu ao Titanc Não há motivo para chilique Segure Minha mão Você não irá vomitar mais Não há nada para ser colocado para fora Segure Minha mão Não ha nada a temer Além dessa terrível Escuridão Algum Lugar melhor do que o Alto Mar Para a gente se amar ? Eu deveria ter desconfiado quando sua Mãe me deu esse barco de Presente 

Luan Gabriel Silva Sousa 

Tortura ou Cura ?

E para um Antissocial
Um Ônibus lotado
Seria uma tortura ou a cura ?

E para um alcoólatra
Uma cidade sem bebida
Seria uma tortura ou a Cura ?

E para o Mercenário
Uma causa que vale mais que o salario 
Seria uma Tortura ou a cura ? 

E para uma Pessoa amarga 
Chocolate
Seria a mais Doce das Curas 

E para um estudante 
A ditadura 
Apenas tortura 

E para Mim
Um dia sem você
Seria uma Tortura Sem Cura

Luan Gabriel Silva Sousa

A Lenda

Uma Flor que nasceu no Outono
Colhida por uma criança que sofreu abandono
E chorou
Só voltou a sorrir quando encontrou a flor

A lenda diz que era uma flor vermelha
Mas a quem diga que era uma flor azul
O que é unânime
É que era uma flor incomum

Uma criança sozinha
Provavelmente vinda da cidade vizinha
Que se perdeu na floresta
E foi lá que se encontrou
Foi lá que encontrou a flor

A flor mágica
Que inibe lagrimas
Que muda de cor
De acordo com seu humor

São muitas versões dessa lenda
Muitas coisa o povo que inventa
Mas dizem que a criança nunca mais chorou

Procuro essa flor
O único antidoto
Que pode curar a dor
causada por o fim do Amor

Se é lenda, mito ou ficção
Inspiração do poeta
Ou fruto da Imaginação
De uma criança
Que ainda tem esperança

Se é vermelha ou azul
Eu não sei
Mas essa flor
É mais valiosa que o tesouro de um Rei

Ela nasce em florestas ou na Pampa
Clima chuvoso ou seco
Ao nível do mar ou numa Montanha
Ela nasce na presença de uma criança

Luan Gabriel Silva Sousa 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Reflexo

Meu Reflexo no espelho esconde mais mistérios que as estrelas 
Meu canto é mais lúdico e perigoso que o das sereias 
Os caminhos do meu coração são mais confusos que o labirinto de Dédalos
Vivo do Amor assim como  Eros 

Meu Pensamento voa Longe
E pousa em você 
As vezes voa mais alto 
Até se perder 

Se o espelho guarda mistérios
Quantos segredos tem minha poesia ?
Escondidos a vista de todos 
Não seria um ironia ?

Vampiro não tem reflexo 
Dorian Gray teve o retrato queimado 
Um dia meu segredos Serão revelados 
Quem sabe olhando em um espelho convexo  

Não se deixe seduzir pelas minha palavras 
Não se iluda com um retrato 
Elas foram ditas por quem  Fui no Passado 
E Ele não passa de um rosto abstrato 

Passado Remoto 
Ou recente 
Não importa 
Pois é passado e Não presente 

Luan Gabriel Silva Sousa 


Só Mais Um Beijo

Depois da nossa sexta despedida
Decido que é hora de partir
Mas é tão difícil abrir mão do seu corpo em cima de mim
Seu corpo é quente
Seu lugar é aqui
Abro sua blusa
você tira minha bermuda
Só mais um Beijo
para matar o Desejo

Livres de toda a roupa
De todo o Pecado
De todos os problemas
O Mundo se resume a você do meu lado
Só mais um beijo

E os ponteiros do relógio
Giram em um ritmo alucinante
Já é hora de ir mas só se passaram alguns instantes
Só mais um Beijo
Você me acusa de lhe fazer perder a hora
Me visto enquanto você reclama
da demora

A gente briga
Só porque romance
tem de ter intriga

Você sai zangada
Jurando nunca mais voltar
Tudo o que eu faço é te olhar
Só mais um beijo


Luan Gabriel Silva Sousa