domingo, 5 de fevereiro de 2023

The last of us

 Queridos leitores, 


 Ando escrevendo o livro ou livros dependendo do ponto de vista e isso trás uma grande retrospectiva de varias fases da minha vida. Falando em fases, pausei o quarto episodio de The Last of Us no meio para dividir um pouco da minha experiência com vocês, joguei o jogo pela primeira vez em 2019 como a retrospectiva do Google me lembrou esses dias e nesse a Bella Ramsey finalmente me ganhou como Ellie ao começar a fazer os trocadilho tão icônicos enquanto andamos pelo mapa. Eu ia pedir desculpas pelo spoiler mas ... acredito que cada vez mais é um problema cada vez menor. Eu fiz questão de ler Sandman antes de assistir a série da Netflix e garanto que não era a sensação de surpresa que tornava um episodio bom mas sim, o cuidado de transmitir para outra mídia o conteúdo original e oferecendo adaptações assim como a HBO faz agora, admito que a tensão pela segunda parte já me tira o sono e ao mesmo tempo é uma daquelas coisas que me faz pensar que o mundo não pode acabar antes de eu conseguir ver.

Me questiono porque assistir uma série Live Action trás tanta emoção, talvez por que o jogo demande mais horas? Talvez por por mais bem feito que seja feita a animação a gente se reconhece melhor nos atores, talvez a gente só queira rever a historia de uma maneira um pouquinho diferente mas quase igual. 

Meus últimos textos tem sido resenhas, assim foi com Sandman e Boa Noite Pun Pun, e está sendo com The last Of Us, em minha defesa, se não consegui esperar o fim do episodio eu iria conseguir esperar a série toda? O texto acaba ficando datado mas tudo bem, não inclui esses no livro mas sabe o que dizem sobre cartas abertas, podemos está conversando com todo mundo ou com ninguém, tenho vontade de fazer uma resenha mais completa e vou reler essas obras, 2023 como um todo será um ano de retrospectivas, inclusive questionei minha mãe como ela pode gostar de Dorama e não gostar de Anime, sei que um é do Japão e o outro da Coreia mas acredito que a grande barreira para ela seja a questão que um é animação, tenho revisto Naruto, acredito que de todos os animes que demandam vários episodios para uma batalha esse é o único que me prende a atenção e tem até me surpreendido pois é até melhor do que eu lembrava, uma boa historia sempre fará a diferença.

Acho que a série vai levar essa historia a muitas pessoas que talvez ficassem a margem mas degustar de boas obras em diferentes mídias é muito bom, cada uma tem seu sabor, fico feliz da HBO ter o cuidado que tem em contar a historia e a cada capitulo eu tenho um misto de nostalgia, ao ouvir as vozes dos dubladores do jogo, as músicas, os palavrões ao fundo e uma tensão pois sei que muitos desafios então por vim, só queria dizer para quem está curtindo os episódios que eu fiz tudo isso com 5 balas e muita vontade. 


sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Submerso

Submerso
Pois preciso ir fundo para expor meu verso 
e vou ficando ancorado,
não é problema se for ao seu lado.

O story é pouco para contar minha historia 
Sempre precisei de mais linhas 
Sigo na contra mão, contra a maré 
Acreditando em versos escritos a mão e caminhos trilhados a pé

Segui o conselho de Drummond e sigo vivo
Se para ele a segunda-feira é um mistério 
Para mim, é confirmação
Pois é em você que penso quando começa a primeira reunião

É combustível assim como sua boca de café
Que Buarque cantou e ignoro como ele a conheceu 
Penso em comentar com você a série que assisti domingo a noite
O áudio, vira podcast e devora a hora do almoço

Talvez, certamente, eu seja um livro denso 
E nas profundezas do mar há pouca luz 
É preciso paciência
Mais rara que o baú do tesouro      

Luan Gabriel


terça-feira, 16 de agosto de 2022

Bom Dia, Pun Pun

        Não há tempo hábil para se ler todos os livros, assistir todas as séries e filmes, ouvir todas as canções lançadas, ainda mais quando ainda repetimos aquele álbum de 1990, por isso somos grandes playlist, quando conhecemos algo bom, queremos partilhar com quem gostamos e a combinação de referencias é única, muitas vezes as obras dialogam por mero acaso. 

      Boa Noite, aprendi que quando se trata de internet, nunca se sabe o horário que o leitor vai acessar o blog ainda que ele faça mais sentido de madrugada, mas a saudação se refere ao meu primeiro Mangá, Boa Noite, Pun Pun, que com certeza colocou a régua de corte lá no alto, por ser um primor visualmente, um traço que consegue expor bem as emoções e muitos quadrinhos que poderiam virar um quadro na parede. Sua temática é densa ao abordar Pun Pun, descobrindo o que é o amor, a sexualidade ao mesmo tempo que presencia um caso de violência familiar, o pequeno jovem tão de poucas palavras acaba vivendo tempestades em seus pensamentos ao acreditar que o primeiro amor frustrado teria como consequência a morte. 

    Na sequencia, enquanto o volume dois ainda estava nos correios, eu li, Mônica: Força, onde os autores se utilizam dos personagens clássicos dá nossa infância para tocar em assuntos delicados, nesse caso, os pais que estão na eminencia de um divorcio e a criança no meio de tal conflito. O mesmo tema mas com tons completamente diferentes, enquanto Mônica mostra sua força mental pois é um problema que não pode ser resolvido com coelhadas e consegue mostrar aos pais o que é muitas vezes esquecido, que é preciso trabalhar em conjunto para não gerar uma sobrecarga e tem um final otimista, Pun Pun, apenas se perde em seus pensamentos e imaginação e é trágico como só a realidade consegue ser. 

     Se você quiser parar se acompanhar o jovem Pun Pun no volume 1, não há problema, o final é digno de um fim de arco mas a historia continua e se expande, principalmente para seu tio que lida com uma culpa extrema e Pun Pun continua sendo bom com todos, menos consigo mesmo, e vai crescendo até chegar na adolescência quando perde parte de seu carisma por se rebelar e ser controlado pelos hormônios, Albert Camus fala sobre o suicídio ser a única questão filosófica verdadeira e a temática está muito presente na obra, é preciso estar bem para ler, pois de tanto se afogar nos próprios pensamentos, Pun Pun afasta as pessoas e continua (como todo adolescente) acreditando que um revés no amor significa a eterna solidão. 

     O volume 5, onde estou atualmente começa a se tornar aos meus olhos mais autobiográfico e chegou a mim no momento certo, pois Pun Pun, já não tão jovem assim começa a tentar dá vazão aos seus sentimentos pela escrita de um mangá, e admito que ao sentar para tentar redigir meu livro, o primeiro pensamento é que é grande demais, mas a gente não pode acreditar que é impossível sem tentar. No ultimo domingo fui visitar minha avô, após vários convites recusados de almoços de família que viram jantar, vi que é mais fácil notar o personagem se isolando do que nós mesmos, a leitura está em andamento, o livro está sendo escrito e continuo gostando de ficar no meu quarto mas ás vezes é bom não estar só. 

Luan 


   


sexta-feira, 12 de agosto de 2022

Então é dia 12.

   Essa é simbolicamente a postagem de número 500, marca que já havia sido superada mas em uma recente revisão, alguns textos datados foram convertidos em rascunhos, outros acabaram perdendo a relevância com o passar dos anos e foram excluídos, atenção em algumas coisas é desatenção a outras, 500 já é um número imenso e é importante destacar o que considero ser mais importante.  

   Desses 500, 41 são rascunhos, seja porque nunca ficaram prontos, ideias que estão sendo amadurecidas ou por apesar de prontos, me lembram algo mais são tão subjetivos que não faz sentido compartilhar. 

   Ao viajar pelo tempo, vejo um Luan de 2011 que escrevia sobre o Amor, com os olhos de um Luan de 2022 que ainda está aprendendo sobre o tema, ao mesmo tempo estou lendo Boa Noite Pun Pun e minha resenha do livro 3 destaca justamente isso, é uma fase que os problemas parecem bem maiores, o 'não' dá garota que gostamos parece significar o fim do mundo ou pelo menos uma vida de solidão, é preciso cair algumas vezes para perceber que não somos de vidro, alguns anos mais tarde uma frase que se repetiu foi, vida que segue, segue a canção.  

   Há alguns poemas que falam sobre as doses de vodca, admito que foram mais poemas escritos do que doses tomadas, foi uma fases bem breve mas que deixou suas marcas. O Luan de 2013 já sonhava em ter seus versos reunidos em um livro, estou trabalhando nesse momento por esse sonho, pois em 2023, vamos chegar a números interessantes, 12 anos de blog e espero que 40 mil visualizações, faltam pouco menos de 5 mil. 


  Como podemos observar, 2013 e 2014 foram os anos com maior volume de textos, fui refletir o porque disso, talvez muito tempo no ônibus enquanto ia para a UFPI, talvez exposto a muitas coisas novas ou talvez com o tempo acabei me tornando mais seletivo aos temas abordados por acreditar que ainda que não tudo, muito já havia sido dito. 
   O blog já não tem as visualizações que teve um dia e apesar de tentar migrar para o Instagram, é mais difícil do que parece, ainda assim seguimos, espero que em breve marcando os poemas em papel, a moda antiga mas que nunca sai de moda, quem me acompanhou até aqui, um muito obrigado.

Luan Gabriel


 

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Supercalifrangilisticoexpialidiso

  Estou encantado com o obra de Sandman e com a certeza que valeu todo o investimento tanto o financeiro quanto o de tempo! O maior vilão era, sem dúvida, uma expectativa altíssima e como é de esperar de uma obra prima, ela supera como uma atleta olímpico de salto com vara, ignorando a barra lá no alto e indo além.  

   Ao ler, os quadrinhos, de forma quase ritualística, sempre antes de dormir para me conectar ao máximo com o sonhar, pude me maravilhar de como a historia era contada sem pressa, destacando a passagem de tempo, se aprofundando nos personagens e nos levando a profundas reflexões, muito a frente de sua época, é quase atemporal.

  Os anos em cativeiro, a lenda de Nada e como a tribo passava de geração em geração, os ensinamentos de sua irmã morte, uma batalha contra um Duque no inferno, um historia de terror, é difícil resumir, felizmente não é preciso.

  Pessoas mais próximas ouviram a exaustão curiosidades como: 

   Os sete perpétuos começam com a letra D. Desespero, Destruição, Destino, Delírio, Desejo, Morte e Sonho, (Death and Dream), acho que desde Desventuras e seus trocadilhos eu não tinha tanta vontade de aprender inglês e conhecer a versão primordial, estou estudando.  

  A adaptação foi perfeita, pois tudo que eu sentia ao assistir era a felicidade de rever momentos épicos na mídia audiovisual e eu entendi as mudanças feitas, sem esquecer que é uma adaptação para outro formato fiquei com um quentinho no coração a cada cena e com uma empolgação genuína que antecedia toda grande cena, uma obra tão a frente da sua época mas que ainda assim conta com atualizações! 

  Nunca havia acompanhado tanto os bastidores e é um enorme carinho que sinto do Neil, ao falar de sua criação, ao falar de como foi reproduzir diálogos das páginas da HQ para a Netlflix e ainda que não seja inédito, me atingiu como a primeira vez.  

 Se Pacificador e Desventuras tinham aberturas impulaveis, os créditos de Sandman são tão bons que é ofensivo que a Netflix dê a opção de pular.

 Meus olhos brilharam a cada episodio, e era um misto de quero ver logo tudo e quero que demore a acabar. 

 Acredito que há melhores conteúdos para divulgar a série mas no meu humilde papel, gostaria de indicar sem medo no coração, como eu fiz com Arcane, como eu faço com o Guia e Desventuras, é uma experiência que vai desde Willian Shakespeare a vilões da Liga da Justiça, passando por Constantine! 

Tanto os livros quanto a série são um porta de entrada para um mundo que até então só existia no Sonhar! 


Luan Gabriel 8/8

 

  

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

A conquista do espaço só vem depois da conquista do espelho

   Já chegando ao fim de um dia de muito trabalho dei play em Lightyear, que estreava no Disney Plus e não tive a oportunidade de assistir no cinema, é preciso se destacar que há muitos fatores para tornar um filme bom ou ruim, alguns depende somente dele, outros são externos, por exemplo, ele pode ter um bom roteiro, fotografia e montagem, mas conta muito se a gente está vendo com alguém especial ou se estamos muito cansados, no fim, avaliamos mais que o filme, a experiência.

   A minha experiência quase foi ruim e por um instante cheguei a me questionar se a Pixar finalmente havia errado, ao chegar a conclusão que não, resolvi escrever sobre. Os olhos pesados atrapalharam o filme no inicio, quando estava preocupado se eu conseguiria distinguir a voz de Marcos Mion após uma pequena polemica ao mudar o dublador do boneco que me acompanha a vida toda, pois o filme é datado no ano do meu nascimento, mas justamente por agora contar a historia do patrulheiro e não do boneco houve a mudança, não me tirou da imersão, segui, ouvindo mas o que você quer me contar?

  Há fatores que são externos mas como um quebra cabeça tudo se encaixa o filme dá continuidade a uma conversa sobre zona de conforto que tive no dia anterior e ao flertar com Interestelar mostra que há dois caminhos e cada um dos personagem escolhe um, enquanto Alisha forma uma família, uma vida e cria raízes em um planeta que ela não escolheu mas se adaptou, Buzz perde os anos como se fosse minutos em sua missão de conseguir resgatar a todos, a garganta aperta pela primeira vez ao mostrar que sua fiel amiga se foi num piscar de olhos, na vida, dificilmente lidamos com o dilatamento do tempo espaço, então se algo se foi em um piscar de olhos, muito provavelmente estávamos olhando para outro lugar. 

  Pausei o filme, dormi e em um novo dia vieram as novas reflexões.

  Uma vida depois e Buzz ainda tinha lições a aprender, se a priori ele negava qualquer novo recruta por não ter a mesma sintonia que ele tinha com sua fiel parceira, ele foi apresentado a uma nova equipe que longe dos padrões da academia buscava somar a sua maneira, Izzy, tem um grande talento de tirar da sua equipe o que ela tem de melhor. Há aquelas frases marcantes, para mim, "Você não precisa salvar a gente, precisar de juntar a gente" em determinado momento que o coletivo iria se sobrepor a habilidade individual. Para quem tiver a referencia existe um "Meteu essa" que com certeza foi apontado numa sala de cinema, como sempre referencias são um bônus que recompensa quem as conhece mas não pode deixar perdido quem estar por fora. 

  O filme faz uma analogia simples, como se come sanduiche, pão carne pão, certo? Ao quebrar o status cor , e sugerir carne pão carne, trás uma serie de argumentos justificando a escolha e questiona se antes a formula era reproduzida por ser melhor ou apenas por ser sempre assim. 

   Outra referencia valiosa é quando o "vilão'' confronta o Buzz, ele pensa que esse é seu pai, fazendo uma referencia ao filme ou a série animada? Eu não tenho certeza, mas havia a brincadeira com Darth Vader que seria o pai do herói, o famoso, Luke, eu sou seu pai.  

  Outra cena que pode ter um destaque mais individual é quando Izzy que a pouco havia confortado Mo dizendo que um erro é apenas um erro, se mostra arrasada e quando lembrada dos próprios conselhos admite que é diferente em suas palavras, "agora é comigo'' de fato, cada dor é muito particular e só acabamos entendendo a amplitude passando pela mesma situação, se a gente for para o significado da palavra empatia, vamos entender o que é se colocar no lugar do outro, não é da nossa opinião mas sim, tentar partilhar aquele sentimento que muitas vezes para fazer sentido, temos de sair do nosso lugar e muitas vezes, da nossa realidade. 


Falando de experiências a diferença do Buzz do futuro e o que é apresentado como protagonista é o contado com Izzy e sua turma, tal relação foi o suficiente para fazer que a sua ideia de sucesso mudasse, e nem me aprofundei na Izzy que enfrentou seu medo de ir ao espaço, vou me contentar em citar Coraline, "Porque - ela disse- quando você tem medo e faz mesmo assim, isso é coragem"
 

 As vezes o sucesso da missão é formar uma família, outras vezes é se sacrificar e conquistar uma campeonato, há subjetividade e o caminho se faz andando. Não há mapa para a felicidade.

  Talvez assim como Buzz, eu tenha esse habito fazer registros que ninguém vai ouvir, mas isso ajuda a gente pensar, faz parte, gosto das simetrias, da Izzy ensinando o que acabou de aprender, "vai aprender na marra" e me senti recompensando pela caneta ter sua utilidade.

Por fim, é sempre bom ver representatividade até ela ser tão comum que vamos deixar de comentar ^^ 


Luan Gabriel 04/08/22 

sexta-feira, 15 de julho de 2022

VAR review

      É de fato muito interessante como as coisas nos marcam, eu tenho uma teoria que posso desenvolver em outro momento que talvez os dias que a gente recorde da infância como uma ideia de padrão podem ter sido dias atípicos, enfim, papo para outra hora, um dia que eu lembro com uma clareza solar foi por volta dos meus 10 anos, quando em uma aula de inglês alguns amigos estavam comentando sobre um grande filme de terror, Resident Evil 2: Apocalipse, na época eu não havia assistido nem mesmo o primeiro mas claro que coloquei na lista dos filmes para pegar na locadora, denunciei a idade? E sim, era possível assistir filmes de terror acima da faixa recomendada, reunimos os amigos para assistir o exorcista, o chamado mas com a galera o terror acabava se dissipando na tentativa de gerar sustos, sempre com alguém indo pro banheiro escondido e ligando pro telefone da casa para falar o clássico " Sete dias'', uma vez, assisti na casa do meu amigo Premonição e voltei para casa andando a noite, pensando que uma folha de arvore conseguiria me matar.  
Apesar de não ter me causado pesadelos como a primeira cena de Madrugada dos mortos, os dois primeiros filmes são excelentes e vivi toda as especulações sobre como seriam os novos zumbis e como as mutações iriam gerar novos desafios, a verdade é que o 3 já é frustrante, um pausa eu lembro claramente de um aniversario onde conheci Alice, talvez minha primeira paixão, uma garota extremamente doce e bem agiu no policia em ladrão, a conheci no seu ultimo dia da cidade mas ela tem o nome da protagonista de um mundo maravilhoso e desse mundo repleto de mortos-vivos ou não?
    Recentemente saiu na HBO max o filme de 2021 Resident Evil: Bem vindos a Raccoon City, que por coincidência ou não, é o titulo da série(com a adição sutil de um nova) que foi disponibilizada recentemente na Netflix, a diferença consiste bem mais na qualidade, enquanto o filme foi abandonado na metade, assim como o filme que iniciei antes dele, Morbius, a série trás um ar novo a como adaptar o famoso jogo. Curioso também é como após abandonar esses dois filmes com status de grandes sucesso, achei na Amazon prime, Um lobo entre nós, também adaptação de um game, com bem menos repercussão mas como diria minha amiga Andressa, não prometeu nada e entregou tudo, cá estou no fim do primeiro episodio da série, Resisdent Evil e boas noticias, assistirei o segundo.  

 Falando na Andressa, eu vou repercutir os acontecimentos da ultima quinta, quando pela copa do Brasil, São Paulo e Palmeiras se enfrentaram 

  Sou vascaíno, não que seja surpresa para quem acompanha o blog a mais de dois dias, e o Vasco está a dois anos na série B, vivendo um limbo e seu universo particular, situação que pode ser vista de varias formas, uma dela é que ele está longe dos holofotes e não tem almejado grandes títulos mas em uma visão mais otimista, é uma das etapas de sua reconstrução, quando sem motivos para tal, sem grande atuações ou final, o Maracanã se torna pequeno para uma torcida que canta e se retroalimenta, sendo ao mesmo tempo combustível, catalizador e chama, com a perspectiva de ser vendido a gente torce para que entre nos cofres o valor que sempre esteve presente nas arquibancadas, e principalmente que ele seja administrado.
   Já fui bem mais apaixonado por futebol, ao ponto de assistir Criciúma e Juventude sub 20 durante a adolescência, mas algumas coisas me frustraram e muito mais doloroso que qualquer rebaixamento foram os dois pênaltis não marcados contra o Flamengo no Brasileirão de 2011 quando o Vasco lutava pelo titulo ou a bola que entrou e um arbitro a dois metros, colocado ali para ver isso, falhou em sua única missão, gerando esse sentimento que pior do que perder, é perder por algo que foge seu esforço.
Um balde de água fria, me distanciei um tanto do esporte e comecei a acompanhar o futebol americano que por sua vez já contava com a tecnologia para ajudar em lances cruciais, se pisou fora ou dentro ou se tinha o controle da bola por exemplo. Hoje continuo acompanhando o Vasco, mas qualquer outro jogo me parece um tanto tedioso ainda assim dei uma chance ao jogo transmitido pelo Casemiro e Thiago pela amazon, o palmeiras tinha de reverter um resultado e como um roteiro de filme logo no inicio dois gols (Será se inspiraram no Vasco de 2000), dois a zero e tiveram um pênalti a favor, era só matar o jogo, comemorar e assistir todos os noticiários mas ... ao chutar para fora, e mantendo o jogo vivo deram chance ao azar, mas antes fosse azar, com um lance duvidoso na área, o VAR é chamado, hoje temos tecnologia no futebol também, porém, entretanto, toda via, existe algo que se chama compensação, talvez faça sentido pra alguns, se marquei pênalti lá, vou inventar um aqui também, e ao ver o absurdo do erro pautado na tecnologia há somente duas hipóteses, incompetência ou má fé, as duas deixam um gosto amargo, nos pênaltis o palmeiras foi eliminado, infelizmente nem tudo que o Vasco de 2000 tinha para ensinar era positivo mas isso só fiquei sabendo no dia seguinte, dormi antes do jogo terminar. Como sempre, não se pensa no dia de amanha e a voz de quem é prejudicado por um erro acaba sendo abafada por quem teve a gloria, justa ou não, o pior é pensar que pode se inverter e assim, a vitória fica com o sentimento de injustiça, hoje erra contra, amanha a favor, muitas vezes mais a favor de uns do que de outros. Mãe alerta que estava tendo muita aposta e diz que já sabia que algo assim poderia acontecer, não se se eu acredito, pra ser sincero, acreditar no Vasco requer muito da minha fé. 







16/07/22 Luan