quinta-feira, 16 de maio de 2013

Nada é eterno

Nada é eterno 
Nem mesmo as lembranças 
O mesmo riso, outro momento 
O mesmo olhar, outro sentimento.

Não sou contra a mudança
Nem a favor dela
Ela não liga para a minha opinião 
Por isso é tão bela 

Perdi as contas de quantas vezes você partiu 
de quantas vezes um sorriso nós uniu 
Um dia de cada vez 
Durante anos 
Somos Anjos em corpos humanos 

A Noite eu te chamo 
A Noite você se despede 
A Noite eu te amo
Um amor que não se Mede 

Nada é Eterno 
Nem os Imortais 
O ultimo Olimpiano 
Descansa em Paz 

Ouço a velha canção 
Que já não é mais a mesma 
Os mesmo livros estão sobre a mesa
Novas dúvidas, uma velha certeza 

Nada é eterno 
Nem a juventude do belo 
Ou o Labirinto de Dédalo


Tatuagens de Caneta 
Eternas como Nosso Amor 


O universo é tão Grande 
Maior que meu quarto 
Meu quarto é tão Grande 
Maior que uma caixa de sapatos 
Uma caixa de sapatos é tão Grande 
Maior que meu coração 
Meu coração é tão Grande 
Maior que o Universo  

Olhando ao contrario 
Na ausência de sentido 
Do lado do averso 
Com medo de ser esquecido 

Nada é eterno 
Eu também não sou 
A morte vem de terno 
Com um sorriso no Rosto.


Luan Gabriel Silva Sousa ( Não Sou Eterno )






Chuva

Enquanto Caminhava 
Começou a Chover 
Chuva fraca mas o suficiente para disfarçar 
As Lagrimas que insistem em cair

A água lavou minha alma 
E no meio da tempestade 
Me senti Calmo 

A chuva foi ficando mais forte
E junto com ela ouvia vozes 
que me diziam onde ir 
e me davam a direção 
Teimoso, só segui o meu coração

A chuva me deixou molhado 
Mas sobrevivi para ver o Sol nascer
Brinquei de olhar as nuvens 
Por um Momento esqueci você 

Parei de Caminhar 
Comecei a Correr 
O vento batia contra meu Corpo 
Livre é a Melhor maneira de Viver 

Corri rápido 
Mas não consegui voar 
O vento contra meu corpo 
Entretanto parecia me deixar flutuar 

Quando cheguei em casa 
Começou a Chover 
A mãe mandou eu Entrar 
Antes de Adoecer 

Luan Gabriel SS -  

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Partir



Duas Metades 
Formam um Inteiro 
Uma metade é só uma parte 
Eu parti para dentro da Mesma cidade
Uma Nova Realidade 

Sendo duas metades 
Um inteiro 
E uma metade
Uma parte 

Quando Parti 
Foi de Verdade 
ou só uma miragem ? 

Duas partidas 
Me deixariam Inteiro ?
ou só com um quarto de mim 
Sozinho nesse quarto ?

Enquanto penso nisso
 Não sinto 
Calor ou frio 
Somente Esse vazio.

                                                               Luan Gabriel LGss 

domingo, 28 de abril de 2013

Madre

Uma Luz de Farol 
Que Guia meus passos 
Desde Sempre 
Para Sempre

Braços
Que me abrigaram quando era Frágil
Abraços
Que me deram conforto quando estava fraco

Já não culpo meus pais por tudo
Estou Livre desse Absurdo
se algo no Mundo deveria ser Eterna
Com certeza é Ela.

Posso ser Muitas coisas
Mas em Primeiro Lugar sou seu Filho
Mesmo grande
Seu Eterno Menino

Luan Gabriel Silva Sousa ( Seu Filho)

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Papel, Caneta , Uma Noite de sono a menos.



Doze de novembro, uma noite silenciosa, silêncio esse que só foi quebrado pelo choro de uma criança que acabava de nascer no meio da floresta, sua mãe gritava de dor e segurava a mão de seu pai, mas a história que quero contar é mais na frente, vamos avançar um pouco.

     Então no seu último suspiro ele olhou as nuvens, tudo era silêncio até sua canção favorita começar a tocar e ele fechou os olhos.

 - Opa! Avançamos demais, vou tentar mais uma vez ...

     Rafael cresceu em uma família feliz seu pai era músico e sua mãe professora, eles viajavam muito e sua mãe cuidava de sua educação e o pai fazia shows e ensinava a tocar todos os instrumentos.
     Uma vida com os pés na estrada não é fácil, ter seus amigos espalhados pelo mapa não é nada prático na hora de chamar a galera para sair, mas também tem seu lado bom! Brasil, um país continental, tem tantas belezas que chega a ser injusto ter somente uma vida para conhecer e desfrutar delas.
     Rafael sempre se encantou pelas músicas, mas nunca conseguiu escrever uma, talvez nunca seja uma palavra forte demais. Ele conseguiu escrever canções, belas canções, tudo o que ele precisou foi papel, caneta e conhecer certa garota.
    O pai de Rafael assinou um contrato com uma empresa de eventos e com isso ficaria cerca de dois meses na mesma cidade, uma eternidade.
Rafael como não ia a escola tinha muito tempo para não fazer nada, exatas oito horas as quais ele utilizava para dormir. Sua mãe por saber a importância da educação, ensinava e passava lição para seu filho como nenhuma escola teria feito, o resto do tempo ele praticava violão, lia ou ficava encarando o papel esperando a música que insistia em não vir. Essa era a rotina a não ser quando ele encontrava uma galera jogando bola, havia algo em correr até a exaustão parecia lhe dá muito prazer.
     E foi atrás de uma quadra que ele saiu naquela manhã, até encontrou, mas estava vazia, na arquibancada só uma menina com cabelos negros, negros como a noite.
Ele se aproximou e ela notando isso tirou o cabelo do rosto pareceu ser em câmera lenta como nos filmes. Ele queria perguntar que horas seria o próximo jogo, mas só conseguiu falar algumas combinações de letras pouco usuais, pelo menos no nosso idioma, quando voltou a si , a menina estava perguntando se ele era estrangeiro, Rafael sorriu e sentou passaram o dia conversando compartilhando aventuras, ele falava dos lugares que conheceu e ela contava sobre os livros que leu.
Uma despedida que soou mais como uma promessa de reencontro na manhã seguinte.

   Quando chegou ao hotel foi tomar um banho e sua mãe levou um susto ao ouvir o grito do garoto que repetia que havia conseguido e só de toalha com uma folha de papel em sua mão mostrava sua música, sua primeira música.
       E Foram dois meses incríveis tão incríveis que prefiro deixar você leitor imaginar, mas só vou dar uma dica aqueles dois jovens mantinham contato o tempo todo estando próximos ou não.
      Era chegada a hora da partida, Rafael encontrou Jes nas arquibancadas e ela não demonstrou nada quando soube que ele iria partir, sem abraços, sem despedidas, ele olhou até ela sair do alcance de sua visão e jurou que não iria ligar, iria esperar que ela sentisse sua falta.
     Na estrada toda hora surgia algo que ele queria contar para ela, mas ela não dava nem sinal, ele pensava muito nela e para não ligar só um orgulho muito grande mesmo.
    Nos noticiários predominavam matérias sobre a guerra que começava há poucos dias, ele chamou o pai e juntos em um estúdio gravaram um CD fruto daqueles dois meses, os únicos nos quais Rafael conseguira escrever.
    Depois de registrar seu legado se despediu dos pais e foi para a guerra, Jes, a garota de cabelos negros uma vez falou de um livro que tinha um enredo que era mais ou menos assim, ele odiou pensar nela mais uma vez, pela milésima vez.
    A metralhadora era diferente de sua guitarra, o som era mais rústico e repetitivo, antes do fim da guerra Rafael foi atingido, o frio do metal encontrou o calor de seu corpo ele soube na hora que dentro de pouco tempo estaria morto, ele se lembrou do final do livro, lembrou-se da última vez que viu Jes e sua imagem foi ficando mais distante até se perder. Então no seu último suspiro ele olhou as nuvens, tudo era silêncio até sua canção favorita começar a tocar e ele fechou os olhos. 

quinta-feira, 25 de abril de 2013

A Vida É Bela



E Tudo começou como uma piada
Para lhe fazer sorrir
Estava sem rumo
mas encontrei a sua estrada

Prendeu minha atenção
e já não eram só risos
caiam lagrimas de Emoção
Eu fingia que era só um cisco

Me fez saltar do sofá
torcer como em um jogo de futebol
Era hora de desabafar 
Me guiou com a luz do Farol.

Nem sempre um final feliz
Mas escapamos por um triz
O destino tem disso
A imaginação de um Menino.

Sacrifícios 
fazem parte da vitoria
ela não é um troféu
mas toda uma trajetória

A vida é bela
Bela como a Lua
A vida não é eterna
ela nunca Dura

Luan Gabriel LGss. ( Lagrimas nos olhos, o coração continua a pulsar, tudo está em seu lugar)

domingo, 21 de abril de 2013

Cansado.


Eu Me Senti Cheio De tudo 
De quem critica , De quem elogia 
De quem fica na sua e de quem compra a Briga.

Um palavrão na Ponta da Língua
Longe dos Bons costumes  
Além das Aparências 
Uma Fera Domada , Essência.

Leis , Regras e Etiqueta
Guardei tudo no fundo da Gaveta
Sem certo ou errado 
Era No domingo o Dia do Feriado.

Cheio de quem está sempre certo  e de quem esta sempre errado
de Verdades absolutas 
Do futuro repetindo o Passado.
Talvez seja a Hora de pensar tudo ao contrario.

O Palavrão escapou da minha Boca.
A senhora que passava na Rua fez uma expressão de Horror
Tudo Bem que Destruam o Mundo 
Desde que antes peçam por favor.

Dei Adeus a quem foi embora 
Não apertei a mão de quem Chegou 
E repeti a palavra que horrorizou a senhora 
O rosto no espelho me encarou.

 Estava cansado 
Posso até pedir desculpas 
Mas será que tudo No Mundo é minha culpa?

Gente que está sempre de bem 
Me irrita 
Tanto quanto quem vive aflita,

Mas talvez você tenha se cansado de Mim.
Talvez (só talvez) Nada seja tão ruim.

Já não estou tão cansado 
Posso até rir da piada 
A mesma piada que ouvi ano Passado.
Dias Ruins todo Mundo tem.
Mas eles não lhe dão o direito de machucar alguém.

Quanto a senhora 
Do Inicio da Historia 
Era surda 
O Horror foi por que quando sai de casa 
Esqueci de Vestir a Bermuda 

Luan Gabriel.( Renovado pela Lua para viver essa vida Bela Mas dura LGss)