quinta-feira, 16 de março de 2023

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     Estou ouvindo Mallu mais uma vez, como se fosse a primeira vez, pelo You Tube reprisei uma apresentação feita no saudoso programa do Jô, uma garota de 15 anos e que sorria a cada nota... surgiu um questionamento, o quanto é mais gostoso acompanhar a historia ser vivida e assistir esse tipo de coisa ao vivo ou olhar agora, com uma discografia bem mais ampla e no spotify. 

    Assisti Game of Thornes pela primeira vez durante a pandemia, ou seja, maratonei, e como tudo tem deu lado bom e ruins, não esperava anos entre uma temporada e outra ao mesmo tempo, não vivi aqueles domingos reunidos com os amigos, minha experiência foi mais prazerosa por ao fim de cada temporada ouvir os podcast das época onde as pessoas assim como eu também desconheciam o final.

  Alguns textos atrás citei The Walking Dead, e reassisti até a sétima temporada, me surpreendi por a Beth ter seu protagonismo lá para a quinta temporada, na minha lembrança era perto da terceira, e o evento final para mim seria a morte da Olivia mas assisti até o surgimento do Negan, acho que essa é uma das poucas série que fui a favor do suspense um domingo de cada vez, minha vontade é que A casa do Dragão e The Last of Us, fossem lançados logo, em contradição a isso, não li o livro que anteciparia para mim as mortes em busca do trono e acho que foi bom viver a época do ps4 e solitário conhecer a historia do Joel e Ellie após comprar o jogo por acaso, talvez a pequena Luna, (Spoiler) vá assistir a série quando já tiver sido finalizada e não vai ter tantos anos para maturar os sentimentos, para perdoar a Abby, só até rever a cena... por entender Joel e Ellie, ainda que ambos errem, quero deixar em definitivo que o momento mais triste da minha vida (Considerando todos os rebaixamentos do Vasco) é quando Ellie vai tocar o vioção (que Joel a ensinou) e não consegue completar as notas pois a vingança lhe custou seus dedos, vão se os anéis, os dedos também e juro que apesar de todos os pesares, entendo que ela não tinha escolha, era uma jornada que precisava ser vivida e é tão ... a arte em seu sentido mais puro que dá medo como vai ser adaptado pois não consigo imaginar como seria melhor do que foi. 

    Assistir tudo de uma vez ou viver a ansiedade de acompanhar algo ser criado...

sexta-feira, 3 de março de 2023

Saindo antes do fim

     A experiencia de THE LAST OF US segue sendo indescritível e uma vez que não é possível descrever, não há muito a se somar nos textos entretanto por ser somente um episodio semanal acabei reassistindo parte de outra série, The Walking Dead.

     Nas férias eu revisitei Supernatural colocando em pratica a minha teoria que o seu final ideal é na quinta temporada e apesar de em outro momento eu ter assistido até perder as contas dessa vez escolhi eu colocar o ponto final da historia. (Importante ressaltar que há episódios bons após a quinta temporada mas nenhum outro momento fecharia a historia tão bem.

    Esse padrão se repete em livros, talvez o mais antigo seja, a trilogia de 5 livros do Guia do Mochileiro das Galáxias, que por mais que eu tenha lido os primeiros 3 volumes inúmeras vezes, sempre guardei os dois últimos como quem guarda um chocolate para após o almoço. 

   Diferente do Guia onde tenho todos os volumes de Sandman eu só tenho os 3 primeiros, e como li o segundo em digital, tive de reler e vi que pelo menos para mim faz total diferença, a série da Netflix foi primorosa mas eu me contaria com somente uma temporada deixando o resto para os quadrinhos... mas certamente irei assistir. Os arcos Estação das Brumas e Entes Queridos (esse último meu favorito) me fizeram ter um sentimento de conclusão muito forte e até porque se são perpétuos em certa medida prefiro deixar o final para a imaginação e claro, vivi um momento onde era impossível comprar por menos de meio salario mínimo.

    Toda regra tem sua exceção, li apaixonadamente Desventuras em série que brinca com o número 13 em capítulos e volumes, Boa Noite, Pun Pun. Li na velocidade que a Amazon me enviava o próximo e até então por mais que a série seja ruim tentei por muito anos levar até o fim e agora tenho feito essa adaptação que só é possível por ver o declínio antes.

   Finalmente chegando em The Walking Dead, tenho ótimas lembranças, os episódios saiam domingo a noite, acredito que tenha dito a primeira série que acompanhei assim, era pré netflix e muitas vezes durante um período do ano competia o horário com jogos da NFL, quase sempre felizmente eu conseguia assistir e voltar a tempo para os últimos minutos da partida. O primeiro passo é diferenciar tudo de TLOU, fora os zumbis, cada episodio de The Last seria uma temporada de Dead facilmente mas são apenas diferentes, me impressiono com a maquiagem bem feita por Dead e como seus zumbis são tão lentos e frágeis. Estou atualmente na terceira temporada quando Beth ainda é uma personagem bem secundaria, cuidado com o spoiler mas ela vai ganhar o protagonismo e morrer, o que talvez tenha sido para mim a morte mais impactante da série mas após tanta temporadas ela ficou subterrada, uma pratica legal era que antes de cada temporada nova a Fox reprisava todas as outras de forma continuar ou seja, se você dormisse as 3 am e acordasse as 6 já havia perdido 3 ep, a pratica fez sentido acho que até a quinta quando começava a transmitir na sexta a tarde para sincronizar com o domingo a noite. 


Em qual temporada se perdeu? Depois de um tempo saiu dos domingo a noite e comecei a assistir no horário de almoço, mas perguntava com os horrores da tv não tiravam o apetite.. a fome era grande. 



Luan 

     

domingo, 19 de fevereiro de 2023

Aprendendo a assoviar

    Acredito que o segredo de uma boa adaptação é captar a essência. 

    Existem inúmeras obras sobre zumbis e The Last of Us se destaca por não ser sobre isso, até mesmo o jogo é mais do que os momentos de ação, ou aquela parte difícil que temos de repetir até decorar a posição de cada inimigo, é sobre jornada e como toda boa jornada, o dialogo é o que torna uma obra de arte, é a garota que nunca teve acesso a internet mas sonha com a Lua, é sobre um cara letal com um rifle mas que penetra mais fundo ainda quando toca violão, é sobre explicar as regras de uma partida de futebol americano ou fazer trocadilhos ruins (cá entre nós, são os melhores)

   The Last of us, é sobre criar laços, sabe, aqueles do pequeno príncipe... Quando Ellie chegou era uma garota como qualquer outra com a boca suja, é conviver com ela que a torna única e junto com Rhaenyra, Hinata e Sunny, são meus personagens femininos da ficção favoritos e a tatuagem dela é a única que pretendo colocar na minha pele quando melhorar o shape.

   Se você não liga para spoiler... continue.

    The Last of us parte 2 é TÃO BOM, que às vezes, esqueço como a primeira parte é primorosa em criar esse laço, eu passo pano para Joel e passo pano para Ellie que fez o que fez na sua vingança mas é impossível, pedir pro Naruto ver que o Sasuke é um trouxa e é impossível falar para não fazer tudo ao seu alcance e abrir mão de tudo por alguém que fez/faria isso por você.

   Meu coração se aperta ao pensar como vão adaptar a cena da Ellie tocando violão e no fim, sem os dedos perder a ultima parte do Joel que a acompanhava(vão se os anéis e os dedos também), meu coração clama por ver eles com capacete de astronauta. Certa vez eu falei que 27 anos seria o suficiente, eu estava errado, preciso ver mais coisas, algumas, mais de uma vez.


Luan 


 

domingo, 5 de fevereiro de 2023

The last of us

 Queridos leitores, 


 Ando escrevendo o livro ou livros dependendo do ponto de vista e isso trás uma grande retrospectiva de varias fases da minha vida. Falando em fases, pausei o quarto episodio de The Last of Us no meio para dividir um pouco da minha experiência com vocês, joguei o jogo pela primeira vez em 2019 como a retrospectiva do Google me lembrou esses dias e nesse a Bella Ramsey finalmente me ganhou como Ellie ao começar a fazer os trocadilho tão icônicos enquanto andamos pelo mapa. Eu ia pedir desculpas pelo spoiler mas ... acredito que cada vez mais é um problema cada vez menor. Eu fiz questão de ler Sandman antes de assistir a série da Netflix e garanto que não era a sensação de surpresa que tornava um episodio bom mas sim, o cuidado de transmitir para outra mídia o conteúdo original e oferecendo adaptações assim como a HBO faz agora, admito que a tensão pela segunda parte já me tira o sono e ao mesmo tempo é uma daquelas coisas que me faz pensar que o mundo não pode acabar antes de eu conseguir ver.

Me questiono porque assistir uma série Live Action trás tanta emoção, talvez por que o jogo demande mais horas? Talvez por por mais bem feito que seja feita a animação a gente se reconhece melhor nos atores, talvez a gente só queira rever a historia de uma maneira um pouquinho diferente mas quase igual. 

Meus últimos textos tem sido resenhas, assim foi com Sandman e Boa Noite Pun Pun, e está sendo com The last Of Us, em minha defesa, se não consegui esperar o fim do episodio eu iria conseguir esperar a série toda? O texto acaba ficando datado mas tudo bem, não inclui esses no livro mas sabe o que dizem sobre cartas abertas, podemos está conversando com todo mundo ou com ninguém, tenho vontade de fazer uma resenha mais completa e vou reler essas obras, 2023 como um todo será um ano de retrospectivas, inclusive questionei minha mãe como ela pode gostar de Dorama e não gostar de Anime, sei que um é do Japão e o outro da Coreia mas acredito que a grande barreira para ela seja a questão que um é animação, tenho revisto Naruto, acredito que de todos os animes que demandam vários episodios para uma batalha esse é o único que me prende a atenção e tem até me surpreendido pois é até melhor do que eu lembrava, uma boa historia sempre fará a diferença.

Acho que a série vai levar essa historia a muitas pessoas que talvez ficassem a margem mas degustar de boas obras em diferentes mídias é muito bom, cada uma tem seu sabor, fico feliz da HBO ter o cuidado que tem em contar a historia e a cada capitulo eu tenho um misto de nostalgia, ao ouvir as vozes dos dubladores do jogo, as músicas, os palavrões ao fundo e uma tensão pois sei que muitos desafios então por vim, só queria dizer para quem está curtindo os episódios que eu fiz tudo isso com 5 balas e muita vontade. 


sexta-feira, 7 de outubro de 2022

Submerso

Submerso
Pois preciso ir fundo para expor meu verso 
e vou ficando ancorado,
não é problema se for ao seu lado.

O story é pouco para contar minha historia 
Sempre precisei de mais linhas 
Sigo na contra mão, contra a maré 
Acreditando em versos escritos a mão e caminhos trilhados a pé

Segui o conselho de Drummond e sigo vivo
Se para ele a segunda-feira é um mistério 
Para mim, é confirmação
Pois é em você que penso quando começa a primeira reunião

É combustível assim como sua boca de café
Que Buarque cantou e ignoro como ele a conheceu 
Penso em comentar com você a série que assisti domingo a noite
O áudio, vira podcast e devora a hora do almoço

Talvez, certamente, eu seja um livro denso 
E nas profundezas do mar há pouca luz 
É preciso paciência
Mais rara que o baú do tesouro      

Luan Gabriel


terça-feira, 16 de agosto de 2022

Bom Dia, Pun Pun

        Não há tempo hábil para se ler todos os livros, assistir todas as séries e filmes, ouvir todas as canções lançadas, ainda mais quando ainda repetimos aquele álbum de 1990, por isso somos grandes playlist, quando conhecemos algo bom, queremos partilhar com quem gostamos e a combinação de referencias é única, muitas vezes as obras dialogam por mero acaso. 

      Boa Noite, aprendi que quando se trata de internet, nunca se sabe o horário que o leitor vai acessar o blog ainda que ele faça mais sentido de madrugada, mas a saudação se refere ao meu primeiro Mangá, Boa Noite, Pun Pun, que com certeza colocou a régua de corte lá no alto, por ser um primor visualmente, um traço que consegue expor bem as emoções e muitos quadrinhos que poderiam virar um quadro na parede. Sua temática é densa ao abordar Pun Pun, descobrindo o que é o amor, a sexualidade ao mesmo tempo que presencia um caso de violência familiar, o pequeno jovem tão de poucas palavras acaba vivendo tempestades em seus pensamentos ao acreditar que o primeiro amor frustrado teria como consequência a morte. 

    Na sequencia, enquanto o volume dois ainda estava nos correios, eu li, Mônica: Força, onde os autores se utilizam dos personagens clássicos dá nossa infância para tocar em assuntos delicados, nesse caso, os pais que estão na eminencia de um divorcio e a criança no meio de tal conflito. O mesmo tema mas com tons completamente diferentes, enquanto Mônica mostra sua força mental pois é um problema que não pode ser resolvido com coelhadas e consegue mostrar aos pais o que é muitas vezes esquecido, que é preciso trabalhar em conjunto para não gerar uma sobrecarga e tem um final otimista, Pun Pun, apenas se perde em seus pensamentos e imaginação e é trágico como só a realidade consegue ser. 

     Se você quiser parar se acompanhar o jovem Pun Pun no volume 1, não há problema, o final é digno de um fim de arco mas a historia continua e se expande, principalmente para seu tio que lida com uma culpa extrema e Pun Pun continua sendo bom com todos, menos consigo mesmo, e vai crescendo até chegar na adolescência quando perde parte de seu carisma por se rebelar e ser controlado pelos hormônios, Albert Camus fala sobre o suicídio ser a única questão filosófica verdadeira e a temática está muito presente na obra, é preciso estar bem para ler, pois de tanto se afogar nos próprios pensamentos, Pun Pun afasta as pessoas e continua (como todo adolescente) acreditando que um revés no amor significa a eterna solidão. 

     O volume 5, onde estou atualmente começa a se tornar aos meus olhos mais autobiográfico e chegou a mim no momento certo, pois Pun Pun, já não tão jovem assim começa a tentar dá vazão aos seus sentimentos pela escrita de um mangá, e admito que ao sentar para tentar redigir meu livro, o primeiro pensamento é que é grande demais, mas a gente não pode acreditar que é impossível sem tentar. No ultimo domingo fui visitar minha avô, após vários convites recusados de almoços de família que viram jantar, vi que é mais fácil notar o personagem se isolando do que nós mesmos, a leitura está em andamento, o livro está sendo escrito e continuo gostando de ficar no meu quarto mas ás vezes é bom não estar só. 

Luan 


   


sexta-feira, 12 de agosto de 2022

Então é dia 12.

   Essa é simbolicamente a postagem de número 500, marca que já havia sido superada mas em uma recente revisão, alguns textos datados foram convertidos em rascunhos, outros acabaram perdendo a relevância com o passar dos anos e foram excluídos, atenção em algumas coisas é desatenção a outras, 500 já é um número imenso e é importante destacar o que considero ser mais importante.  

   Desses 500, 41 são rascunhos, seja porque nunca ficaram prontos, ideias que estão sendo amadurecidas ou por apesar de prontos, me lembram algo mais são tão subjetivos que não faz sentido compartilhar. 

   Ao viajar pelo tempo, vejo um Luan de 2011 que escrevia sobre o Amor, com os olhos de um Luan de 2022 que ainda está aprendendo sobre o tema, ao mesmo tempo estou lendo Boa Noite Pun Pun e minha resenha do livro 3 destaca justamente isso, é uma fase que os problemas parecem bem maiores, o 'não' dá garota que gostamos parece significar o fim do mundo ou pelo menos uma vida de solidão, é preciso cair algumas vezes para perceber que não somos de vidro, alguns anos mais tarde uma frase que se repetiu foi, vida que segue, segue a canção.  

   Há alguns poemas que falam sobre as doses de vodca, admito que foram mais poemas escritos do que doses tomadas, foi uma fases bem breve mas que deixou suas marcas. O Luan de 2013 já sonhava em ter seus versos reunidos em um livro, estou trabalhando nesse momento por esse sonho, pois em 2023, vamos chegar a números interessantes, 12 anos de blog e espero que 40 mil visualizações, faltam pouco menos de 5 mil. 


  Como podemos observar, 2013 e 2014 foram os anos com maior volume de textos, fui refletir o porque disso, talvez muito tempo no ônibus enquanto ia para a UFPI, talvez exposto a muitas coisas novas ou talvez com o tempo acabei me tornando mais seletivo aos temas abordados por acreditar que ainda que não tudo, muito já havia sido dito. 
   O blog já não tem as visualizações que teve um dia e apesar de tentar migrar para o Instagram, é mais difícil do que parece, ainda assim seguimos, espero que em breve marcando os poemas em papel, a moda antiga mas que nunca sai de moda, quem me acompanhou até aqui, um muito obrigado.

Luan Gabriel